O MEU FUSCA FALA!

28.2.2005

UM ANINHO

Hoje é o primeiro aniversário dessa gostosura aqui, que enche minha vida de alegria, cocos, xixis e filhotes (risos)



 Escrito por Monica às 10h17 [] [envie esta mensagem]


27.2.2005

SÉRIE '300 TOQUES' - EXERCÍCIO NÚMERO 8

 

SAMBA-CANÇÃO

(Monica Ramalho)

 

A mesma música tocava de vez em quando há mais de duas décadas. Rita ouvira aquele solo inédito de violão quando beirava a adolescência, num sarau inesquecível no subúrbio de São Cristóvão. O tempo roeu sem piedade o bairro, a rua, o casarão musical. Apenas o samba-canção permanece como antigamente.



 Escrito por Monica às 16h28 [] [envie esta mensagem]


25.2.2005

CAROLINA

Há exatos dois anos e um mês nos conhecemos numa boatezinha em Copacabana. Era um sábado. Eu deveria estar numa festa em Santa Teresa. Chovia muito. Eu deveria era estar em casa! E quando ela entrou de óculos escuros, fazendo o maior estilo, eu enxerguei além das lentes e quis que fosse só minha. Carol. No princípio, gostava de apresentar aos amigos como Carolina, igual à música do Chico Buarque. Ela era tímida...

Já nos pertencemos muito, nos perdemos por um momento, nos reencontramos na hora e na medida certas. É assim que se vive. E é por isso que hoje vamos comemorar com tanta vontade esses dois anos e um mês juntas.

(Retratista em Lumiar: Monica Ramalho)



 Escrito por Monica às 10h48 [] [envie esta mensagem]


24.2.2005

VOLTEI PRA NATAÇÃO!

 

Acabei de checar com a mamãe: fazia dezoito anos que eu não nadava de verdade! Como uma boa canceriana, estou animada pra chuchu com esse negócio de água.

(Foto caçada no Image Bank)



 Escrito por Monica às 12h12 [] [envie esta mensagem]


23.2.2005

PRÍNCIPE RAPHAEL

Espiava a vitrine de uma livraria aqui em Laranjeiras, agora na hora do almoço, quando bati os olhos na fábula do Saint-Exupéry. Não me pergunte o porque, mas achei o rapazinho tão parecido com o violonista Raphael Rabello que não fiz por menos: trouxe, feliz da vida, um exemplar pra casa!



 Escrito por Monica às 14h03 [] [envie esta mensagem]


21.2.2005

AVISO AOS NAVEGANTES

É raríssimo encontrar Virgínia Rodrigues nas praias cariocas, sobretudo porque ela faz muito mais sucesso no estrangeiro. E quando não está rodando o mundo, pode ser flagrada de bobeira pelas ruas de Salvador. Este álbum primoroso, por exemplo, foi lançado há quase um ano e só agora é que o show desembarca por aqui.

Eu mesma assinei um texto de duas páginas na Bravo! (trechos abaixo, em azul) sobre a chegada do disco na praça. Justamente por saber como o registro ficou bonito é que me sinto na obrigação de avisar sobre as duas apresentações que Virgínia fará nesta terça e quarta-feira no Rival BR, em horário a ser verificado nos jornais.

Dê uma sacada no repertório e me diga: é ou não é para sentar no gargarejo?

'O lançamento de ‘Mares Profundos’, terceiro e mais ambicioso álbum de Virgínia Rodrigues celebra não apenas o seu ingresso num selo internacional, o Edge Music, da gravadora alemã Deutsche Grammophon, mas as quatro décadas de vida desta cantora, legítima representante da tradição dos orixás. Negra e baiana, pertencente à linhagem que os parceiros Baden Powell e Vinicius de Moraes ousaram traduzir em música, Virgínia é capaz de imprimir novas cores a um repertório clássico, revisitado por alguns artistas ao longo dos anos, mas nunca de maneira tão surpreendente.

Além dos oito afro-sambas integrantes do disco original, de 1966, Virgínia acrescentou neste álbum quatro composições da época, também de inspiração africana: ‘Labareda’, ‘Consolação’ e ‘Berimbau’, da mesma dupla, escritas cerca de quatro anos antes, e ‘Lapinha’, de 1965, com letra de Paulo César Pinheiro para melodia de Baden (...). Quando interpreta ‘Lapinha’, Virgínia homenageia o Besouro Mangangá – capoeirista folclórico, famoso pelo apelido de Cordão de Ouro –, os seus antepassados e também engrossa a lista dos que reconhecem o legado de Pinheiro'.



 Escrito por Monica às 22h55 [] [envie esta mensagem]



SÉRIE '300 TOQUES' - EXERCÍCIO NÚMERO 7

 

CLARA

(Monica Ramalho)

 

Ela desenha um mundo que não existe e nos encaixa nele como se fôssemos peças de um jogo qualquer. Clara só é límpida no nome; na alma carrega um balaio de mentiras podres. Uns amigos já a perderam de vista porque ela insiste em dizer que é o que jamais foi. Paga alto, essa moça, por suas fantasias.

 

(A fotografia é do Image Bank)



 Escrito por Monica às 12h34 [] [envie esta mensagem]


18.2.2005

MAIS UM LANÇAMENTO!

Espero você neste sábado, a partir das 18h, na livraria Largo das Letras (Rua Almirante Alexandrino, 501, na altura do Largo dos Guimarães), em Santa Teresa, para umas horinhas de prosa, risada e música. Já até sei que vai ser bacana, com a presença de gente muito querida que não foi no lançamento oficial do meu livrinho 'Cartola' (Moderna, 2004).



 Escrito por Monica às 11h25 [] [envie esta mensagem]


17.2.2005

O CONTO QUE LI NO 'SARAU DE SANTA'

 

PEDAÇO LARGO DA ALMA

(Monica Ramalho)

 

Ela estende a toalha na única superfície semelhante à mesa que lhe restou na casa: o parapeito branco da ampla janela de madeira, com vista para a selva de pedra do Leblon. Desincumbe-se de sua tarefa com extrema delicadeza enquanto pensa em todas as escolhas que fez ao longo dos 28 anos vividos até esta manhã ensolarada divisora de águas em sua biografia. Ela acabara de testemunhar, com seus olhinhos turvos pela miopia, a partida de todas as relíquias e todos os objetos vis guardados naquele apartamento, com a curiosa exceção da cristaleira e de seus jogos de copos, travessas, jarras e até os talheres portugueses ocultos na gavetinha mínima e jeitosa do móvel herdado dos avós.

 

O que mais restava à moça de pele dourada além de morder o bolo de laranja que acabara de trazer da padaria da esquina? Pensar. Isadora pôs-se a remoer meia dúzia de acontecimentos-chave, como se pudesse reviver e retocar algumas cenas: o beijo que selou seu casamento com Guto, o exato instante em que ele pediu o divórcio, o filho nunca gerado, o relacionamento dela mesma com os pais e sua família excêntrica, a vontade de ser pianista famosa. Ela foi a única dos irmãos que ‘chegou lá’, seja onde for este lugar imaginário e coletivo, uma espécie de passárgada do mundo dos negócios. Ganhava bem e vivia melhor ainda como editora de um grande jornal, depois de experimentar uma infância suburbana e árida.

 

A cabeça dá voltas. Antes mesmo de contabilizar as perdas afetivas, Isadora opta por devorar o lanche improvisado. Os ladrões levaram até os poucos vinis que ainda mantinha encaixotados na despensa. Embolsaram as garrafas de destilados e os frascos de perfume: cheios, quase vazios, pela metade. Naquele momento, ela também estava pela metade. Agora, ela se dedica à minuciosa tarefa de remontar os painéis soturnos daquele assalto nada violento, mas agressivo até o último instante flagrado pela retina.

 

Os brutamontes foram claros ao anunciar a finalidade da visita. Havia regras e a moradora poderia escolher como preferia o serviço. Número um: nem pensar em fazer alarde. Número dois: se colaborasse, não sofreria danos físicos. Número três: caso contrário, receberia na carne o pagamento pelo gesto rebelde. Tranqüila como só os loucos sabem ser numa hora dessas, Isadora aceitou a missão de ajudar os invasores a cometer seu grave delito.

 

Apontou sem apego nenhum o endereço secreto das jóias e do maço de dólares. Uma vez dentro da pequena, mas bem cuidada biblioteca, os bandidos perguntaram se havia exemplares raros: ela buscou depressa o Guimarães Rosa autografado e a primeira edição de ‘Os sertões’, também com a caligrafia do autor, Euclides da Cunha. Diante de tais preciosidades, a ganância do bando infame crescia até que um deles propôs levarem a casa inteira. Era um filme de terror. E passava na TV desligada que descia pelo elevador dos fundos. Nenhum vizinho percebeu que havia algo fora dos padrões naquela mudança não comunicada.

 

Ainda resta uma fatia do bolo de laranja sobre a toalha avulsa. Isadora fixa os olhos no doce e evita reclamar as migalhas dos seus ex-pertences. ‘Ao menos, eles me deixaram a solidão’, conjectura, enquanto ajeita os óculos miúdos na face inundada de lágrimas. E deixa o corpo encontrar a frieza do piso igualmente solitário, antes mesmo de reunir fôlego para chamar alguém. A dúvida maior era cruel como o evento nebuloso daquela manhã cheia de sol: A quem se pede socorro diante do roubo de um pedaço largo da alma da gente?



 Escrito por Monica às 09h57 [] [envie esta mensagem]


16.2.2005

ESPECIAL PARALELOS

Marcelo Moutinho, Sergio Rodrigues, Miguel Conde, Adriana Lisboa e mais treze autores fizeram literatura a partir de suas lembranças carnavalescas. O resultado? Ótimos contos e crônicas que enchem de confete e serpentina o especial Quarta-feira de cinzas, do Paralelos. Boa pedida para quem já está com saudade da folia.



 Escrito por Monica às 09h50 [] [envie esta mensagem]



SAMBA AZUL
(Nei Lopes / Ed Motta)


'Samba azul
Como os tons mais azuis
Que um pintor andaluz
Sutilmente
Muito levemente
Usou naquelas telas.

Tudo azul
Beija-flor voa ao léu
Sobre Vila Isabel
Elegante
E mais adiante
Pousa na Portela

A paz recai enfim
Sobre a cidade
Nenhum prenúncio
De tempestade.
Paz do sol do norte
Ao mar do sul
Neste samba azul'

(Belo samba ainda inédito, copiado do blog do Antonio Carlos Miguel que, por sua vez, fisgou a letra no blog do Nei Lopes. A fotografia é do Image Bank)



 Escrito por Monica às 00h58 [] [envie esta mensagem]


15.2.2005

SUPER BACANA!

Privilégio dos grandes aparecer n'O disco de', coluninha simpática demais, feita pelo amigo Antonio Carlos Miguel e publicada na 'Discolândia' do Segundo Caderno. Taí uma chamada chique para o lançamento do meu 'Cartola' sábado, dia 19, em Santa Teresa. Literalmente, não perca o bonde!



 Escrito por Monica às 09h37 [] [envie esta mensagem]


13.2.2005

SÉRIE '300 TOQUES' - EXERCÍCIO NÚMERO 6

LIVRE LIVRE

(Monica Ramalho)

 

Ela vestiu a jardineira verde-água, pegou as chaves do fusca zero quilômetro e arrancou pela estrada de terra batida, ávida para experimentar o amor. Pulou de galho em galho, livre livre, até achá-lo. Já faz sete anos que Marie reparte os dias com ele: um bem-te-vi apaixonado por cafuné e biscoitos.

 

(Gaiola poética adquirida no Image Bank)



 Escrito por Monica às 14h58 [] [envie esta mensagem]



A ABELHA RAINHA SÓ FAZ COMEMORAR

Você ama Maria Bethânia? É louco por Vinicius de Moraes? Então, leia esta entrevista aqui, feita pelo amigo Hugo Sukman e publicada no Segundo Caderno deste domingo.

(Retrato quase pintura: Leonardo Aversa)



 Escrito por Monica às 13h37 [] [envie esta mensagem]


12.2.2005

'EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA'

Já ficou provado aqui que não entendo absolutamente nada de cinema, mas este filme merece o risco porque é muito encantador! Apesar do roteiro um tanto previsível, o bilhete vale pelas cenas emocionantes e também pela atuação de Freddie Highmore, o garotinho que interpreta o Peter. Ah, e sobretudo pela beleza de Kate Winslet, of course !



 Escrito por Monica às 11h04 [] [envie esta mensagem]


11.2.2005

SMACK!

Diga lá: Merecemos ou não merecemos um fim de semana com muito beijo gostoso na boca, hein?

(Beijaço roubado do Image Bank)



 Escrito por Monica às 13h57 [] [envie esta mensagem]


10.2.2005

SÉRIE '300 TOQUES' - EXERCÍCIO NÚMERO 5

 

CAFEÍNA

(Monica Ramalho)

 

Você não devia beber tanto café, aviso a mim mesmo, enquanto procuro moedas nos bolsos da velha Levi´s 501. Um clássico do jeans mundial, nunca fora de moda. ‘Vai, Carlos! ser gauche na vida’. Eu aceito a sina, Drummond. O estômago dói, mas sem cafeína não desperto. Às vezes é indispensável acordar.



 Escrito por Monica às 09h30 [] [envie esta mensagem]



'CARTOLA' EM SANTA TERESA

No próximo dia 19, um sábado, a partir das 18h, vai rolar mais um lançamento do meu livrinho infanto-juvenil sobre Cartola. Anote na agenda e apareça, mesmo que seja só pra gente rir um pouco. O endereço da Livraria Largo das Letras é Rua Almirante Alexandrino, 501, Largo dos Guimarães.

Santa Teresa sempre foi um dos meus lugares favoritos: Bar do Mineiro, Simplesmente, Arte de Portas Abertas, Chácara do Céu, bondinhos pra lá e pra cá, Parque das Ruínas, Carmelitas, churrasco na casa do Jaime e da Nair, shows inesquecíveis no Arte Sumária, muitas fotografias, amigos recentes, amigos antigos, meus aniversários, alegria!



 Escrito por Monica às 09h23 [] [envie esta mensagem]


8.2.2005

CORDA BAMBA

A insegurança te amarra como laço de cowboy ou como
nó de marinheiro?



 Escrito por Monica às 10h58 [] [envie esta mensagem]


6.2.2005

SÉRIE '300 TOQUES' - EXERCÍCIO NÚMERO 4

 

ÂNSIA

(Monica Ramalho)

 

Jamais pensei em desacostumar de dormir no lado direito da cama. Todas as vezes em que a tua ausência pesava, eu insistia em repousar o corpo avulso no lado que foi meu desde a primeira vez. E agora que voltou, na ânsia de abraçá-la por inteiro, me flagro cruzando as noites ali, no teu lado da cama.



 Escrito por Monica às 09h56 [] [envie esta mensagem]


5.2.2005

O FÔLEGO LITERÁRIO DO SAMBA

Tudo de bom a matéria de Paulo Thiago de Mello, publicada hoje na capa do Prosa e Verso, d´O Globo. Batuque nas estantes reúne sete livros recém-lançados sobre samba e um mais antigo, sobre a Velha Guarda da (minha) Portela. Só sei que agora estou com mais vontade de folhear 'Geografia Carioca do Samba', 'Zicartola' e 'Heranças do Samba'...

(Fotografia de Bruno Veiga)



 Escrito por Monica às 10h47 [] [envie esta mensagem]


4.2.2005

É CARNAVAL!

(Pintura foliã do mestre Di Cavalcanti, 1922)



 Escrito por Monica às 15h09 [] [envie esta mensagem]



SÉRIE '300 TOQUES' - EXERCÍCIO NÚMERO 3

CARTOMANTE

(Monica Ramalho)

 

A cartomante viu um homem grisalho no seu destino. Ele, que beijava a torto e a direito, mas nunca namorava. Ele, sempre cercado de mulheres apaixonadas. Guilherme era lúcido nas questões do coração. Diziam que amava as garotas de suas amigas. Talvez. Mas agora estava decidido a esperar o seu homem.



 Escrito por Monica às 11h36 [] [envie esta mensagem]



CINCO LIVROS NOVOS POR AQUI

1. 'Gozo fabuloso' (Paulo Leminski)

2. 'Pedras de Calcutá' (Caio Fernando Abreu)

3. 'Contos d´escárnio / Textos grotescos' (Hilda Hilst)

4. 'A trilogia de Nova York' (Paul Auster)

5. 'Lapa do desterro e do desvario' (com escritos, entre outros, de Noel Rosa, Mário Lago, Vinicius de Moraes, Madame Satã, Fernando Sabino e João do Rio)



 Escrito por Monica às 11h13 [] [envie esta mensagem]


3.2.2005

SÉRIE '300 TOQUES' - EXERCÍCIO NÚMERO 2

ESCOLHAS

(Monica Ramalho)

 

A prima trouxera de Brasília dois gatos de pelúcia. O azul parou no colo da menorzinha e o preto foi morar no quarto de Yasmin. Elas levaram quase uma tarde para decidir quem ficaria com qual: no fundo sabiam que uma escolha certa dói pouquíssimas vezes, mas uma escolha errada pode doer a vida toda.

 

(Inspirado num conto maravilhoso de Pérola do Amaral e nas lembranças da minha infância. A foto é do Image Bank)



 Escrito por Monica às 11h13 [] [envie esta mensagem]



MEUS MIÚDOS

Taí o primeiro registro dos 'charutinhos', feito na digital pelo amigo Nelson Porto. Não são irresistíveis esses galãs em miniatura?



 Escrito por Monica às 07h46 [] [envie esta mensagem]


2.2.2005

MAR E LUA
(Chico Buarque)


 
Amaram o amor urgente
As bocas salgadas pela maresia
As costas lanhadas pela tempestade
Naquela cidade
Distante do mar
Amaram o amor serenado
Das noturnas praias
Levantavam as saias
E se enluaravam de felicidade
Naquela cidade
Que não tem luar
Amavam o amor proibido
Pois hoje é sabido
Todo mundo conta
Que uma andava tonta
Grávida de lua
E outra andava nua
Ávida de mar

E foram ficando marcadas
Ouvindo risadas, sentindo arrepios
Olhando pro rio tão cheio de lua
E que continua
Correndo pro mar
E foram correnteza abaixo
Rolando no leito
Engolindo água
Boiando com as algas
Arrastando folhas
Carregando flores
E a se desmanchar
E foram virando peixes
Virando conchas
Virando seixos
Virando areia
Prateada areia
Com lua cheia
E à beira-mar
 
(Fotografia do super arquivo do Image Bank)


 Escrito por Monica às 08h41 [] [envie esta mensagem]


1.2.2005

AMIGO-GÊMEO

Acho que a gente só faz amigos ao longo da vida na tentativa de repetir a magia que foi ter amigos na infância. Às vezes, a gente esbarra numa dessas pessoas raras que já deveria ter conhecido lá atrás, quando todo mundo ainda era bem fedelho. Na minha história, uma delas tem nome e sobrenome: Marcelo Moutinho.

Meu amigo-gêmeo, canceriano apaixonado por música, cinema, jornalismo, literatura, cerveja, praia, festa, blocos de carnaval e mulheres: saiba que gosto mais de estar aqui neste mundo insano depois que encontrei você!

(Clique fraterno: Juli Mariano)



 Escrito por Monica às 12h12 [] [envie esta mensagem]



INAUGURANDO A SÉRIE '300 TOQUES'

IRREALIDADES

(Monica Ramalho)

 

Duas amigas de idade entram juntas num cinema poeira. A mais alta segura um balde de pipoca e a outra, de cabelos lilás, um lenço. ‘Fui muito gulosa quando jovem’, explica a que se prepara para chorar. ‘Eu não. Vivia de dieta. O que não me permito mais é sofrer por irrealidades’, dispara, vitoriosa.



 Escrito por Monica às 07h43 [] [envie esta mensagem]


 
 
 
       
   



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